
Itália · 0º Século
Em 1640, durante a brutal invasão de Turin pelo exército do Conde d'Harcourt, um segundo milagre eucarístico ocorreu nesta cidade, distinto do famoso milagre de 1453. Os soldados franceses sob o comando do Conde d'Harcourt entraram na Igreja de Santa Maria del Monte e mataram implacavelmente muitos civis que haviam procurado refúgio ali. Entretanto, pouparam as vidas dos frades capuchinhos que serviam a igreja. Durante o massacre, um soldado francês, movido pela ganância e sacrilégio, conseguiu forçar a abertura do tabernáculo que continha um cibório com várias Hóstias consagradas. Assim que as mãos do soldado tocaram o vaso sagrado contendo o Corpo de Cristo, chamas miraculosas de fogo brilharam do tabernáculo, envolvendo completamente o soldado sacrílego. Este fogo sobrenatural serviu tanto como um julgamento contra a profanação quanto como proteção do Santíssimo Sacramento de uma profanação posterior. O milagre demonstrou de forma poderosa e aterradora a natureza sagrada da Eucaristia e a proteção divina que a guarda da profanação. Este evento ocorreu durante um dos períodos mais violentos da história de Turin e proporcionou um lembrete evidente de que mesmo no caos da guerra, a Presença Real de Cristo na Eucaristia permanece inviolável.
Este milagre antigo tem aceitação histórica e tradição dentro da Igreja abrangendo séculos, embora nenhuma documentação formal sobrevivente tenha sido encontrada.
O milagre é localmente lembrado e venerado em Turin. Porém, nenhuma documentação formal do Vaticano, bula papal ou decreto diocesano especificamente reconhecendo este milagre de 1640 foi encontrado nos arquivos oficiais da Igreja. O evento foi testemunhado e registrado localmente, mas carece do processo formal de aprovação eclesiástica típico dos milagres eucarísticos oficialmente reconhecidos.
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