
França · 0º Século
A Igreja de Neuvy-Saint-Sepulcre em Indre, França, preserva uma relíquia extraordinária: duas gotas do Sangue coagulado de Jesus Cristo, coletadas no Monte Calvário durante Sua Paixão e Crucifixão. Em 15 de julho de 1257, o Cardeal Eudes de Chateauroux, regressando das Cruzadas e da Terra Santa, trouxe esta preciosa relíquia para a França e a confiou à Igreja de Santo Estêvão (Saint-Etienne) em Neuvy-Saint-Sepulcre, juntamente com um fragmento do sepulcro de Cristo. Esta relíquia é considerada única e pura, pois o Sangue Precioso não foi misturado com água ou terra, mas foi coletado diretamente das feridas de Cristo. A própria Igreja é notável, tendo sido construída na primeira metade do século XI (por volta do ano 1000) por iniciativa de Eudes de Deols, um antigo peregrino a Jerusalém. A Igreja foi deliberadamente modelada segundo a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, criando uma conexão espiritual entre a França e a Terra Santa.
A autenticidade e significância desta relíquia têm sido reconhecidas pela Igreja Católica há mais de sete séculos. Em 1621, o Arcebispo de Bruges, André Fremiot, fundou a Confraria do Sangue Preciosíssimo para honrar esta relíquia sagrada. Dois anos depois, em 1623, o Papa Gregório XV concedeu indulgências especiais aos fiéis devotos ao Sangue Sagrado de Neuvy-Saint-Sepulcre. Numerosos Papas subsequentes também concederam indulgências em honra do Sangue Preciosíssimo preservado neste local, demonstrando o reconhecimento contínuo do Vaticano sobre a autenticidade e importância espiritual da relíquia.
A basílica continua sendo um local ativo de peregrinação e devoção. Toda segunda-feira da Páscoa e em 1º de julho, a Igreja celebra Missas solenes e procissões como forma de dar graças por todas as bênçãos atribuídas ao Sangue Preciosíssimo de Neuvy-Saint-Sepulcre. A relíquia foi cuidadosamente preservada por mais de 760 anos e permanece exposta para veneração de peregrinos de todo o mundo. A Igreja foi elevada ao status de basílica em reconhecimento de sua significância histórica e espiritual como guardiã desta relíquia única da Paixão de Cristo.
É importante notar que, embora esta relíquia seja frequentemente incluída em coleções de milagres eucarísticos, ela é tecnicamente uma categoria diferente: é uma relíquia primária da Paixão de Cristo (Sangue real do Calvário) em vez de uma transformação milagrosa do vinho consagrado em Sangue durante a Missa. Não obstante, sua conexão com a devoção ao Sangue Precioso de Cristo a situa dentro da tradição mais ampla da espiritualidade eucarística. A relíquia serve como um elo tangível com a realidade histórica do sacrifício de Cristo no Calvário, o mesmo sacrifício que se torna presente no altar durante cada Missa por meio do mistério da transubstanciação.
A preservação do Sangue de Cristo por mais de 760 anos sem corrupção é em si considerada milagrosa pelos fiéis. A análise científica confirmou que a substância é de fato sangue humano, embora a Igreja não tenha realizado testes de DNA modernos por respeito à natureza sagrada da relíquia. A devoção ao Sangue Precioso em Neuvy-Saint-Sepulcre inspirou numerosos santos e escritores espirituais ao longo dos séculos, incluindo Santo Gaspar del Bufalo, fundador dos Missionários do Sangue Precioso, que promoveu a devoção ao Sangue redentor de Cristo durante o século XIX.
A relíquia do Sangue coagulado é conhecida por ser pura, porque o Sangue Precioso não foi misturado com água ou terra. Ela tem sido preservada por mais de 750 anos.
Preservado na Igreja de Neuvy-Saint-Sépulcre em Indre. A Igreja foi construída na primeira metade do século XI e modelada segundo a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém.
O Vaticano aprovou formalmente este milagre para veneração pública após investigação minuciosa e revisão pela Congregação (agora Dicastério) para a Doutrina da Fé. Isto representa reconhecimento oficial da Santa Sé.
O Arcebispo de Bruges, André Frémiot, fundou a Confraria do Preciosíssimo Sangue em 1621. O Papa Gregório XV concedeu novas indulgências aos fiéis devotos ao Sangue Sagrado em 1623. Essas indulgências papais indicam o reconhecimento da Igreja da devoção e da relíquia. Entretanto, o magistério da Igreja não emitiu uma declaração conhecida e publicamente disponível que afirme isto como um milagre Eucarístico dentro da documentação oficial do Vaticano.
Status de reconhecimento verificado cruzadamente usando Magisterium AI, uma ferramenta de terceiros que pesquisa um corpus de documentos da Igreja Católica. Isso não constitui verificação oficial da Igreja.